segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Minha Família

Sou de uma família composta por sete filhos, cinco mulheres, dois homens, meu pai e minha mãe graças a Deus vivos. Minha cidade fica no norte de Minas Gerais, é uma cidade de porte médio, a qual nos últimos vinte anos desenvolveu muito principalmente no setor educacional, o que a levou a ter inúmeras faculdades, todas muito bem conceituadas.
Venho de uma família de classe média, a qual meus pais fizeram questão de apesar das dificuldades, que todos estudássemos, todos formaram ensino médio, uns com cursos técnicos, outros completaram o curso superior. Hoje todos estão casados e com filhos.
Graças a Deus minha família é muito unida, claro que como em qualquer relação às vezes existe alguns atritos, coisa de irmãos que após uma boa conversa acaba se resolvendo. Sempre aproveitamos o aniversário de alguém para nos reunirmos e colocar o papo em dia, isso sem deixar de dizer no dia das mães e dos pais. No Natal nos reunimos todos na casa de um dos filhos, meus pais, irmãos e sobrinhos (a), normalmente não faltam ninguém. Após as orações e a ceia, fazemos várias brincadeiras, inclusive um amigo invisível bastante diferente, o qual as lembranças tem que ser simples... durante a brincadeira podemos tomar a lembrança do outro se for mais interessante que a nossa, na realidade só no final saberemos com qual presente ficaremos. Crescemos assim sempre juntos, coisa que meu pai sempre fez questão de nos ensinar, ser unidos. Cada um com suas qualidades e defeitos, mas estarmos sempre unidos. Quando morávamos todos na mesma casa, aos domingos nos reuníamos todos ao redor da mesa para almoçarmos, almoço esse que sempre iniciava com uma prece, o que meu pai sempre nos ensinou agradecer sempre pelo que recebemos.
Nossa infância e juventude foi muito boa, bem diferente de hoje. Na infância brincávamos pela rua de esconde esconde, jogávamos queimada, subíamos em árvores, chupávamos manga no pé nos lambuzando todo. Na juventude como não existiam muitos bares na cidade, fazíamos chacrinha (pequenas festas) na casa dos amigos, era muito divertido, ou então fazíamos serenata pelas praças da cidade, coisa que hoje é impossível por causa de violência que existe por todo canto. Bons tempos que jamais voltarão. Mas apesar da vida corrida de hoje, cada um com seu trabalho e suas obrigações, fazemos questão de continuar na medida do possível preservando essa união.
Coisa que muitas famílias hoje nem sabem o que é. A maioria das famílias é bastante pequenas, compostas por um ou dois filhos, e muitas vezes estudam ou trabalham fora, em outra cidade, a procura de um futuro melhor, surge novos amigos, e aí a necessidade de ficar perto dos familiares vai diminuindo, sendo substituídos por outros objetivos, vôos mais altos. Sei e entendo que isso é o progresso, a evolução dos tempos. Mas aí é que está o perigo, os laços maternos, paternos fraternos, familiares em geral, vão sendo cortados, e aos poucos vão se tornando mais materialista, deixando de lado o sentimento de união, de amor e de fé, passando a serem pessoas egoístas deixando de enxergar o outro que esta ao seu lado. Justamente por isso cada vez mais tenho a certeza de que minha família... Esposo, filha e familiares, pais, irmãos e sobrinhos são tão importante pra mim.
Em fim concluindo tudo isso, o bem da verdadeira família é um grupo de pessoas que dividi o mesmo gosto pela vida, dando apoio, sendo como dizemos irmãos, sabendo quando é necessário seu conselho, quando é preciso rir e divertir, ou até mesmo dividir lágrimas. São essas pessoas que passam a se tornar essenciais em nossas vidas. Pais, maninhas, irmãos, sobrinhos etc. Apenas por dividir o mesmo sentimento.
Um abraço e até breve.

Nenhum comentário:

Postar um comentário